sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O telefone e a metafísica (Eucanaã Ferraz - 1961)

 
Acontece que
vais à caderneta de telefones e ela
que antes (sabias) estava cheia
de números e nomes
repentinamente está vazia

De A a Z
vazia.

Onde tudo e todos?
Roubaram os ossos do telefone,
que não te pode levar a lugar nenhum.

Perplexo, descobres que existir
é deserto.

4 comentários:

  1. Seu blog me faz bem, morro de medo que você resolva abandonar! Não quero passar sem essas poesias que servem como um recanto especial, nem passar sem as suas passagens de vez em quando no meu blog para fazer a sua leitura especial dos meus escritos.
    Espero que tenha iniciado 2012 com tuuudo de bom!
    Beijos, com carinho.

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  2. Andressa, tenho o firme propósito de seguir com o blog, pode deixar! Vai fazer um ano junto com o seu, em fevereiro, não é mesmo? Beijinhos!!!

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