quarta-feira, 20 de abril de 2011

Vendo a noite (Ferreira Gullar - 1930)

Júpiter, Saturno.
De dentro de meu corpo
estou vendo
o universo noturno.

Velhas explosões de gás
que meu corpo não ouve:
vejo a noite que houve
e não existe mais -

a mesma, veloz, em Tróia,
ao rosto de Heitor
- hoje na pele de meu rosto
no Arpoador.

3 comentários:

  1. essa imagem correspondeu muito ao espírito da coisa hehehe adorei.

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  2. eu gostei desse poema expressa a magnitude da noite

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