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domingo, 26 de fevereiro de 2012

A casa (Suzana Vargas - 1955)


Não só digo adeus
aos teus dois quartos
à sala ampla
a uma rede sonhada na janela
Digo adeus aos teus cheiros
a essas baratas
que vez por outra te rondaram.
Campainhas, telefones,
brigas e remédios ficarão para trás
além dos sustos
E digo adeus aos fantasmas
que te cercam
Também aos teus arbustos.
E quando uma volta na chave
Digo adeus aos teus ruídos
peregrinos
ecos
Movimentos mais amenos do tempo.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Abismos (Suzana Vargas - 1955)

Tudo o que já dissemos
sobre o amor,
não supre a expectativa
da paixão.

A paixão é adaga afiada
que se crava fundo, fundo
Nela o amor dança
e dorme, sonha tudo.

Não tem meias medidas
a paixão.

Ou voamos, viramos pelo
avesso
Ou o que nos espera é o
precipício

E isso - é apenas o início.