Distorço-me na massa
De uma argila sem cor.
Mil vezes me refaço
E me recrio em dor.
E pouso lentamente
Sob a testa fria
Os girassóis da mente.
Antes as órbitas vazias!
Será eterno o júbilo de ter
Espátulas e nume
Nas mãos e no ser?
Bastasse o confessar-me a assim punir-me
De toda intemperança dos humanos.
Bastasse o que não sou e o refluir-me
Longínqua na maré desordenada.
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